O ator Paul Walker, 40 anos, morreu no último sábado, 30 de novembro,
vítima de um acidente automobilístico em Santa Clarita, na Califórnia.
Walker estava se dirigindo a um evento beneficente de carona com um
amigo, quando o carro em que estavam, um Porsche Carrera GT, bateu num
poste e rapidamente se incendiou. Nenhum dos dois sobreviveu.
Influências cristãs
Além dos trabalhos em projetos sociais de sua fundação, Walker
expressava sua fé e princípios cristãos em coisas cotidianas, um pouco
menos destacadas pela mídia, como por exemplo, a admiração pela natureza
e a forma como exercia a paternidade.
“Eu sou um cristão agora. As pessoas que não entendem são ateus. Eu
surfo e pratico snowboard e eu estou sempre próximo à natureza. Olho
para tudo e penso: ‘Quem não podia acreditar que existe um Deus? É tudo
isso um erro?’ Isso só me deixa louco”, comentou o ator numa entrevista
tempos atrás.
A fé expressada pelo ator claramente influenciava na forma como
criava sua filha, Meadow Chuva Walker, 16 anos. “É tão engraçado, minha
filha agora vive comigo em tempo integral e meu plano original era
trabalhar até os 40 anos, em seguida, reavaliar minha vida, e até mesmo
ir em uma direção completamente diferente com as coisas”, afirmou o ator
em agosto deste ano, numa entrevista à revista GQ. “Eu pensei que a
esta altura da minha vida, eu teria que estar em casa com, mas ela quer
que eu continue atuando para que ela possa viajar ao redor do mundo
comigo”, afirmou.
A proposta da filha, de aproveitar a profissão do pai para passar
mais tempo junto com ele, era algo visto pelo ator como diferente, mas
proveitoso: “Eu fui para um colégio cristão e nasci de novo. Fui criado
em uma família tradicional mórmon onde essas ideias sobre a paternidade
são de estrutura e sacrifício. Pensar fora dessa ideia de família e
paternidade que eu cresci com é difícil, mas também muito libertador”.
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