A
Associação Americana de Psiquiatria publicou, em 1952, em seu
primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, que a
homossexualidade era uma desordem ou transtorno. Após anos de debate
entre psiquiatras, em 1973 a Associação Americana de Psiquiatria retirou
a opção sexual da lista de transtornos mentais. Pouco depois a
Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição.
Esse
foi o primeiro passo para que a Organização Mundial de Saúde acatasse
essa decisão e mudasse sua situação na classificação internacional de
doenças (CID). De lá para cá ativistas LGBT fizeram sucessivas
investidas para que a questão gay fosse tratada apenas como “opção
sexual”. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de
considerar a opção sexual como doença em 1985.
Na
maioria dos países do mundo, grupos de cristãos tradicionais
(evangélicos e católicos) sempre se opuseram a essa abordagem,
classificando apenas como uma questão de “escolha” ou simplesmente
“pecado”.
Em
outubro de 2013, está começando uma nova guerra dos cristãos contra a
questão do que é aceitável e inaceitável do ponto de vista médico. A
Associação Americana de Psiquiatria acaba de mudar a classificação de
pedofilia. De um transtorno, passou a ser uma orientação ou preferência
sexual. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-V). Trata-se de um manual para
diagnóstico de doenças mentais. Ele é usado para definir como é feito o
diagnóstico de transtornos mentais.
A
pedofilia é definida na nova edição como “uma orientação sexual ou
preferência sexual desprovido de consumação, enquanto o ‘distúrbio
pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caracterizar os
indivíduos que usam assim a sua sexualidade”. O referencial são crianças
com menos de 13 anos de idade.
Grupos
cristãos estão se manifestando nos EUA, temendo que ocorra o mesmo
processo que aconteceu com a homossexualidade, onde o primeiro passou
foi justamente a mudança de classificação da Associação Americana de
Psiquiatria.
Por
outro lado, associações defensoras da pedofilia, como a B4U-ACT,
aprovaram a medida. Paul Christiano, porta-voz do grupo afirma que
ficará mais fácil distinguir quem sente atração sexual e quem comete a
violência (configurando crime). Christiano, que é formado em
psiquiatria, defende a “autonomia sexual” das crianças, e acredita que
“mais educação sexual nas escolas iria ajudá-los a compreender melhor
seus limites”.
Sandy
Rios, da ONG evangélica Associação da Família Americana, disse em
comunicado oficial: “Assim como a Associação Americana de Psiquiatria
declarou a homossexualidade uma ‘orientação’ após uma tremenda pressão
de ativistas homossexuais em meados dos anos 1970, agora, sob pressão
dos ativistas pedófilos, declararam o desejo de fazer sexo com crianças
também uma ‘orientação’. Não é difícil ver onde isso vai levar. Mais
crianças se tornarão presas sexuais se não agirmos”.
No
Brasil, em meio ao debate do Projeto de lei PLC 122, proposto pelo PT, o
senador Magno Malta, declarou: “Se aprovarmos um projeto desses, de
você ser criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é como se
você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a
bestialidade… O advogado do pedófilo vai dizer, senhor juiz a opção
sexual do meu cliente é criança de nove anos de idade. O juiz vai
decidir como, se está escrito que é crime?”
Esta
semana, nos EUA, o Dr. Gregory Popcak , do Instituto de Soluções
Pastorais, organização católica dedicada a tratar, do ponto de vista da
fé, questões relacionadas ao casamento e a família, alerta: “se
chamarmos de ‘orientação’ algo que pode ser utilizado por algum grupo de
defesa, acabaremos ouvindo que a pedofilia é “apenas mais uma expressão
normal do desejo sexual, o que seria extremamente problemático”.
No início deste ano, um Tribunal Federal da Holanda aprovou a existência da Associação Martijn,
defensora do sexo consensual entre crianças e adultos. O veredito
oficial reconhece que o trabalho da associação é “contrário à ordem
pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”. Com informações Charisma News e Women of Grace.
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