Leia 1 Rs 18:36-37.
Dizem alguns historiadores que o "Grito do Ipiranga" foi uma farsa. Tudo
já estava resolvido, mas aproveitaram a viagem do Imperador – longe da
sede do Império – para a proclamação da independência. Não sei se os
historiadores estão certos ou errados, uma coisa eu sei: tem gente que
gosta de ganhar no grito.
Até entre nós, cristãos, alguns acham que, se gritarem, Deus os ouvirá.
Não tenho nada contra os "decibéis" do volume das orações, mas minha
Bíblia me informa que Deus não é surdo! É comum algumas pessoas zombarem
das orações silenciosas, mas se volume de oração fosse "status" de
espiritualidade – se fosse –, os profetas de Baal teriam vencido a
batalha. A oração deles não só era alta – eles "bradavam" –, como também
era longa. A de Elias, tímida e curta. O que faz a diferença não é o
volume da oração, mas a qualidade da fé e do Deus para quem se clama!
Eu passei pelos dois lados das experiências cristãs; inicialmente,
convertido e educado na mesma igreja que pastoreio hoje. Em outra época
de minha caminhada cristã, passei por uma extraordinária experiência com
Deus que me "pentecostalizou" completamente – por algum tempo, centrei
tudo o que eu cria e pregava nos fatos da nova experiência. Gritei
muito! Orei alto!
Mas o tempo passou, a experiência amadureceu, e os fundamentos ensinados
pelos meus pais na fé prevaleceram, e a mescla da experiência com a
caminhada do dia-a-dia tem-me ajudado a entender que Deus escuta até a
oração que não faço.
Não tente ganhar nada de Deus no grito! Ele não se convencerá pela sua
euforia, mas pela sua caminhada diária.... "Ele sabe de todas as coisas,
antes de lhe pedirdes..." (Mt 6:8).
PENSAMENTO
Deus escuta até a oração que eu não faço. Ele vê o meu coração.
ORAÇÃO
Senhor, eu sei que Tu me ouves quando oro alto e também quando não
verbalizo as minhas orações. Obrigado pela Tua presença em minha vida.
Em Teu nome, amém.
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